NOVO SHOW
TRIO MOCOTÓ TOCA FORÇA BRUTA
O Trio Mocotó, renovado com a entrada de Melvin Santhana ao lado de Nereu São José e João Parahyba, reinterpreta o álbum Força Bruta, gravado ao lado de Jorge Benjor em 1970. Apostando no encontro de talentos e gerações, o grupo vem acompanhado de sua banda base, mais uma sessão de cinco sopros. Os arranjos (e trombone) ficam a cargo de Allan Abbadia, um expoente da cena musical afrobrasileira contemporânea.
Nesse show especial, que estreou no SESC Jazz em novembro de 2025, o grupo convida o público para uma viagem pelo universo de Jorge Benjor e desse álbum tão marcante, modernizando os arranjos originais sem perder a essência. Um feito inédito (até prova em contrário!) pois apesar de contar com grandes sucessos como Oba Lá Vem Ela, O Telefone Tocou Novamente e Apareceu Aparecida, provavelmente nunca foi apresentado como show na íntegra, nem mesmo por Jorge e pelo Trio na época.
Trio Mocotó
Samba-Rock
Trio Mocotó, o lendário grupo que ajudou a definir o som da música black brasileira na década de 1970, está de volta! Criadores de uma fusão única de samba, rock, funk e soul, eles conquistaram um lugar especial no coração dos amantes do groove no Brasil e no mundo. Com sua alegria e carisma contagiantes, os fãs podem esperar um show eletrizante repleto de sucessos dos seus cinco discos e mais de 50 anos de carreira. Hoje o grupo é formado pelos dois únicos remanescentes da formação original, Nereu São José e João Parahyba, e Melvin Santhana, grande cantor e guitarrista da cena paulistana, com passagens por grupos como Os Originais do Samba, Os Opalas, Boogie Naipe e Racionais MC's.
O grupo se formou em 1968 na Boate Jogral, onde Fritz Escovão, João Parahyba e Nereu São José trabalhavam, e nessa época, a boate paulistana era o grande ponto de encontro da música brasileira e os três contratados da casa trabalhavam como banda de apoio para nomes como Clementina de Jesus, Nelson Cavaquinho, Cartola, Paulo Vanzolini, Manezinho da Flauta, além das históricas "canjas" com artistas brasileiros e outros visitantes estrangeiros como Tommy Flanagan, Duke Ellington, Oscar Peterson, Earl Hines e Michel Legrand.
Um desses encontros começou a se tornar frequente: Jorge Ben no violão, Fritz na cuíca, Nereu no pandeiro e João Parahyba com sua mistura de timba e bateria. A batida que nasceu desse encontro, se transformou em marca registrada e levou Jorge Ben e o trio definitivamente ao estrelato. E foi essa batida que deu origem ao samba-rock. O trio acompanhou Jorge em praticamente todas as faixas do álbum Jorge Ben (1969) incluindo Que Pena, Domingas, Take it Easy my Brother Charles e País Tropical, nos álbuns Força Bruta e Negro É Lindo , no compacto duplo de Que Maravilha/Carol Carolina Bela , incluindo turnês e apresentações históricas como no IV Festival Internacional da Canção em 1969 com a música Charles Anjos 45 , no Festival do Midem na França e no Japão em 1972 que acabou rendendo o álbum duplo Jorge Ben On Stage , nunca lançado no Brasil e cobiçadíssimo por DJs e colecionadores do mundo todo.
O grupo, em trabalho solo, gravou álbuns que se tornaram clássicos da música brasileira e disputados por colecionadores, como Muita Zorra (1971),
Trio Mocotó (1973) , Trio Mocotó (1977) .
Após um hiato de mais de vinte anos, retornaram aos palcos no início dos anos 2000, gravando o disco Samba-Rock (2001) e Beleza, Beleza, Beleza! (2003), excursionaram pela Europa intensivamente entre 2002 e 2006.
O álbum
Dizziy Gillespie com Trio Mocotó (2010)
“De passagem pelo brasil em agosto de 1974, o trompetista norte-americano Dizzy Gillespie (1917 – 1993) fez o Trio Mocotó colocar bebop no samba-rock. Embevecido com o suingue dos ritmistas brasileiros, o jazzista decidiu gravar um disco com João Parahyba (percussão), Nereu Gargalo (pandeiro) e Fritz Escovão (cuíca). Seis temas foram registrados no estúdio paulista Eldorado, mas o disco foi abortado por Gillespie e a fita da gravação somente reapareceu em 2008, viabilizando a edição do CD que a Biscoito Fino acaba de pôr nas lojas. Ouvidos 37 anos depois, cinco dos seis temas confirmam o elo entre o samba-rock e o jazz cheio de bossa e síncopes do qual Gillespie foi mestre.”
(Revista Rolling Stone Brasil 2011)







