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JAIRO PEREIRA

Segundo disco autoral de Jairo Pereira, Venha Ver O Sol, traz o afeto como antídoto para os tempos duros

Escute o disco aqui:

 

Após iniciar o voo solo com o disco Mutum, em 2017, o artista Jairo Pereira lança seu
segundo disco de composições autorais, ainda que saiba que não exista projeto realmente
solo. Venha Ver O Sol, gravado no Estúdio Medusa e com a produção musical de Gabriel
Catanzaro e Janja Gomes, é um trabalho que leva especialmente essa realidade em
consideração: não estamos sozinhos e é apoiando-se uns nos outros que vamos conseguir
seguir adiante. ''Quero que esse disco seja um afago, um abraço, um carinho. Uma forma de
despertar bons sentimentos no meio do grande caos que estamos vivendo. A intenção é
mostrar que podemos ser o sol, esse astro que está no meio de uma escuridão infinita, mas
com focos de luz própria que ajudam a iluminar outros astros'' explica Jairo.

 

O cantor, ator, compositor e poeta divide o palco com a banda Aláfia desde 2011 e a
partir de 2014 começou a compartilhar seus poemas em vídeos e apresentações. Do spoken
word ao vivo vieram melodias e shows cada vez mais musicais, o que deu origem ao
primeiro disco autoral, Mutum. Enquanto este trouxe bastante das raízes no rap de Jairo,
Venha Ver O Sol adiciona mais camadas da música preta, do samba ao blues.

 

São doze faixas solares - mesmo aquelas que tratam de temas duros como
depressão, imposição de padrões, posse e opressão - que trazem um olhar desperto e
atencioso para as relações e trocas que temos diariamente, de um cafuné a um caos
inesperado. Dessas faixas, três são poemas falados, característica marcante no trabalho do
artista polimorfo.

 

Grande parte de Venha Ver o Sol é feita de composições que vêm sendo
apresentadas ao vivo nos últimos dois anos e que agora, após as experimentações do
primeiro álbum, tiveram solo fértil para serem registradas. É o caso de Todos Querem
Liberdade, que já é um hit nos shows de Jairo. Foi nos palcos que ela foi ganhando forma e,
sob a influência do percussionista Pedro Bandera, uma melodia cubana. Na gravação do
disco ela ganhou ainda mais um ingrediente da ilha caribenha, que é o solo de cello tocado
pelo cubano Yaniel Matos. Outra participação instrumental no disco é a percussão de João
Parahyba, integrante do icônico Trio Mocotó, em Leoa, uma das composições mais recentes
do trabalho.
Fazendo jus ao tom afetuoso do disco, todas as participações vieram a partir de
relações próximas de amizade de Jairo, assim como a banda que também o acompanhou no
primeiro álbum, Mutum: o baixista Gabriel Catanzaro, o baterista Filipe Gomes, o gaitista
Lucas Cirilo, o tecladista Fabio Leandro, o percussionista Pedro Bandera e o guitarrista Dudu
Gomes. Estar em banda é uma relação íntima. Essas são pessoas amigas, com quem eu
posso contar para dar sustento ao meu trabalho. A amizade na música é algo muito
importante, porque a arte está cada dia menos valorizada e se a gente não se abraçar em
meio a esse vendaval tudo fica muito mais difícil; Para Jairo Pereira, resistir é amar e Venha
Ver O Sol é uma obra de resistência.

Sobre Jairo Pereira

 

Jairo Pereira, 40, é ator, rapper, cantor, compositor e poeta. Na carreira musical há sete anos, é um dos vocalistas da banda Aláfia que lançou seu terceiro disco 'São Paulo Não É Sopa' em 2017. Antes disso, entre 2005 e 2007 fez parte da banda Afrodisíakos.

Jairo Pareira publica poesias na internet desde 2003, através de blogs e demais redes sociais. Em 2015 começou a compartilhar seus poemas através de vídeos no canal online Alpiste de Gente. A inspiração do nome veio dos pássaros engaiolados que são alimentados com alpiste, fazendo assim uma metáfora com a humanidade, repleta de prisões reais e emocionais. De 2015 a 2017 foram produzidos mais de 100 vídeos, atingindo mais de 15 mil seguidores e 400 mil visualizações ao todo. Ao transformar o canal em apresentações ao vivo, cada vez mais musicadas, nasceu o Mutum.

 

A poesia entrou na vida profissional do artista com o canal online "Diário Preto", em que ele abordou e combateu o racismo entre 2011 e 2014, com mais de 10 mil seguidores. Após três anos de trabalho, Jairo precisou parar de ser um canal vivo de denúncias e de lidar diariamente com um tema tão pesado de maneira combativa. Buscou então um novo caminho visando o mesmo objetivo: união, liberdade, equidade e a queda de opressões primitivas num geral.

Seu primeiro contato artístico foi o teatro, em 1996, ao ingressar na Cia de Teatro “TUMC” da UMC (SP), onde estudava. O ator encenou em peças como “Edmond” de David Mamet, com direção de Ariella Goldmann (Prêmio APCA), e já foi até assistente do ilusionista Issao Imamura numa turnê por Angola, na África. O teatro também o levou à França, por onde fez turnê com a Cia Parnas, da diretora Catherine Marnas. Para a TV e cinema, já atuou em propagandas publicitárias, longas e curtas-metragens e seriados.

Primeiro álbum de Jairo Pereira, Mutum faz ponte entre embates sociais e o afeto

 

Escute o disco aqui:

 "A clarividência é uma virtude que se adquire pela intuição mas sobretudo pelo estudo. É tentar ver a partir do presente o que se projeta no futuro." - Milton Santos.


 

É possível falar de opressão e amor numa mesma obra, com coesão? Jairo Pereira mostra em Mutum, primeiro álbum de seu projeto solo, que sim. A obra traz hip hop, jazz, reggae e poesia, fazendo uma ponte entre os embates sociais da atualidade e a importância do afeto no nosso cotidiano. São 7 faixas de esmerada produção que contam ainda com a participação de artistas com Xênia França e Eduardo Brechó (Aláfia), Laylah Arruda (Feminine HiFi) e o saxofonista Vinícius Chagas, entre outros.

Mutum começou nos palcos, e somente após dois anos amadurecendo o projeto em espetáculos ao vivo, surgiu o forte desejo de partir para o estúdio. Assim como o álbum, o show trilha os caminhos do afeto como agente transformador para as prisões e embates diários. Misturando música e poesia com elementos cênicos e performance teatral o espetáculo envolve o público nos temas das músicas e das poesias. Muito disso também se deve ao carisma e à empatia de Jairo Pereira, que cativa a platéia durante o espetáculo fazendo o público interagir com ele e fazer parte do show.

Quem assina a direção musical é o baixista Gabriel Catanzaro, que também produziu o álbum. O entrosamento dos músicos e do artista é grande já que com exceção do guitarrista Dudu Tavares, todos já tocavam juntos na banda Aláfia. O grupo Mutum é formado por: Jairo Pereira(vocal), Gabriel Catanzaro(baixo e vocal), Lucas Cirillo(gaita), Fábio Leandro(teclados), Dudu Tavares(guitarra), Pedro Bandera(percussão) e Filipe Gomes(bateria). 

Saiba mais sobre o Artista:
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